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terça-feira, 19 de maio de 2009

Feijoada dos Leões

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Primeira Feijoada dos Leões


A Primeira Feijoada dos leões aconteceu neste domingo, na chácara Recanto Evangélico, localizada na estrada do Quinari, Km 12. Graças a Deus foi um sucesso, contamos com a participação de aproximadamente 200 pessoas, um dia de comunhão e feijão, muito futebol, vôlei, piscina, gincanas e etc.
Agradecemos todos os que juntamente conosco participaram deste dia tão especial, e com uma causa nobre, que é manter o discipulado e ajudar aqueles discípulos que por algum motivo não possam pagar a inscrição de um encontro, reencontro, ou qualquer outro evento da igreja.
Agradecemos também em especial nosso Pastor Agostinho, que abraçou o evento e também o Ex Governador Romildo Magalhães, que gentilmente nos cedeu o espaço, que Deus possa esta abençoando poderosamente suas vidas.
Temos a certeza que este é o primeiro de muitos outros eventos realizados pelo Discipulado Leão da Tribo de Judá.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Celebrando a Comunhão


Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre” (Salmo 133).

INTRODUÇÃO

Uma das coisas mais belas é passar pela vida e celebrá-la intensamente. Jesus nos disse que a vida que Ele nos oferece é intensa e abundante (João 10.10). Isso significa que em Cristo podemos desfrutar das bênçãos de Deus com significado e liberdade. Dentre essas bênçãos, está a comunhão com os irmãos. Precisamos uns dos outros para vivermos com propósito. Não há como saber o que seria mais trágico: estarmos sós nas lutas ou não termos alguém com quem compartilhar os sucessos!

1°. O Preço da Solidão

Muitas pessoas escolhem andar sós na vida porque um dia foram feridas ou decepcionadas. Dessa forma, segunda elas, estão se protegendo de possíveis traumas. Sabemos que isso é um engano porque o preço por se andar só é infinitamente mais doloroso do que o preço por andar em comunhão. Quando nos distanciamos das pessoas, estamos cometendo suicídio emocional porque ninguém consegue sobreviver sem relacionamentos. Deus disse: “não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2.18). Aqui está o primeiro “não é bom” da Bíblia! Quando estamos sozinhos, nos tornamos mais vulneráveis a ataques na mente. A solidão nos faz perder a sensatez e a sobriedade. Provérbios 18:1, diz: “O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria”. Para o solitário, os seus interesses estão acima dos interesses alheios. Ele não consegue pensar no próximo, pois é o centro do seu próprio mundo. O solitário também anda na contramão da sabedoria, porque o sábio anda com os sábios (Provérbio 13.20) e busca conselho em suas decisões (Provérbios 11.14 e 24.6). A solidão nos faz ver a vida de forma distorcida e enferma, transforma-nos em pessoas amargas, ingratas e egoístas.

2°. Cristianismo é relacionamento

Deus é relacionamento! Esse Deus nos projetou para vivermos em comunidade e desfrutarmos do prazer da amizade e da comunhão. Não podemos pensar em cristianismo como uma religião reclusa, ou seja, como uma prisão que encarcera as nossas emoções num poço frio de indiferença e insensibilidade. Efésios 2.14,15 nos diz que Jesus derribou uma parede de separação que havia entre os homens e os reconciliou em um só corpo com Deus! Hoje podemos celebrar os relacionamentos sabendo que na cruz Jesus desfez a inimizade que havia no coração do homem em decorrência da queda. Por causa disso, podemos e devemos tolerar uns aos outros, amando-os como a nós mesmos e tratando-os como gostaríamos de sermos tratados. Em Atos dos Apóstolos vemos como a igreja emergente celebrava a comunhão: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (Atos 2:46). Isso não era feito de maneira religiosa ou litúrgica, mas espontânea! Provérbios 18:24b nos diz que “…há amigo mais chegado do que um irmão”. Construa relacionamentos pautados no amor de Cristo. Sabemos que enquanto estiver neste mundo podemos enfrentar decepções, mas na cruz Jesus levou os nossos traumas e frustrações e é de lá que devemos receber cura e libertação. Em Lucas 23:12 a Bíblia nos diz: “Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro”. Mesmo homens ímpios como Herodes e Pilatos foram reconciliados por causa da crucificação de Cristo! O que dizer, então, daqueles que foram salvos pelo sangue precioso que verteu do Calvário?

3°. Celebre os Relacionamentos!

A sequóia, considerada a árvore mais alta do mundo, é nativa dos Estados Unidos e pode chegar a 120 metros de altura e viver por milênios. Mas algo curioso desse colosso da natureza é que suas raízes não são muito grandes e profundas, mas o que as faz viver e crescer tanto é que essas raízes se entrelaçam umas com as outras dando-lhes firmeza e perenidade! Assim são os filhos de Deus: tornamo-nos mais fortes quando estamos unidos pelo Espírito Santo uns aos outros. Satanás deseja convencer-nos que relacionamentos são perda de tempo e prejudiciais, mas isso é uma mentira! Envolva-se com as pessoas, junte-se a uma célula ou a um grupo de discipulado, faça amigos em Cristo e celebre a vida com outras pessoas que lhe agregarão mais sabedoria e alegria! Saia de dentro da “solitária espiritual” em que se encontra e venha para fora onde pessoas esperam por você! Cultive comunhão com sua família e irmãos em Cristo e saia fortalecido e encorajado para os combates da vida. Cristianismo é um modo de viver que consolidamos “ao redor da mesa”. Jesus assentou-se à mesa com Seus discípulos e firmou com eles (e conosco) uma aliança inquebrável. Esta aliança é renovada cada vez que tomamos o pão e o vinho ao lado uns dos outros!

CONCLUSÃO

Leia Eclesiastes 4.7-12 e faça a você mesmo as seguintes perguntas? Tenho com quem compartilhar minhas lutas e meus sucessos? Quantos amigos eu fiz com quem posso contar incondicionalmente? Tenho alguém com quem posso abrir meu coração, confessar meus pecados e receber oração e consolo (Tiago 5.16)? Como está o meu relacionamento com a minha família e o que posso fazer para melhorar?


Fonte: Insejec

sexta-feira, 20 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

6 Hábitos de Líderes Eficazes


“Como este líder pode multiplicar sua célula seis vezes? Ele não tem entusiasmo suficiente, tão necessário para a multiplicação de um grupo”. Então, em minha entrevista, Carl Everett, o homem chamado de Sr. Multiplicação”, confirmou minhas suspeitas e disse-me que ele era uma pessoa muito tímida. “Como você multiplicou seu grupo tantas vezes?”, perguntei-lhe. “Oração, oração e oração”, ele disse-me.
 
Carl e sua esposa Gaynel, lideram uma célula no Bethany World Prayer Center em Louisiana, EUA. Sua preparação para a célula inclui jejum e oração no dia do encontro da célula. 
 
Antes do encontro, eles ungem a comida, a calçada, o jardim, todos os cômodos da casa e até mesmo todos os lugares que serão ocupados durante a reunião. Eles esperam até o término da reunião (durante a confraternização) para comerem. O exemplo dos Everett não é comum no Bethany. Um dia de jejum e oração são suficientes para o início de novas células e para o sucesso evangelístico, enquanto outros permanecem estagnados? 
 
Visitei oito igrejas em células muito proeminentes na busca desta resposta. Mais de 700 líderes de células responderam minha pesquisa de 29 questões dizendo ater-se ao treinamento, posição social, devoção, educação do líder de célula, preparação do material, idade, dons. Esta análise estatística ajudou-me a descobrir padrões em comum em oito culturas diferentes. 
 
Descobri, por exemplo, que líderes de células bem sucedidos são diferentes entre si. A unção para ser um líder de sucesso não pertence a alguns poucos. Alguns acreditam que tais líderes são dotados de maneira especial, são mais cultos e possuem personalidades mais vibrantes que outros líderes. Enganam-se. Tanto cultos quanto incultos, casados ou solteiros, tímidos ou extrovertidos, dotados para professores ou para evangelistas, multiplicam igualmente seus pequenos grupos. Entretanto, várias características distinguem líderes bem sucedidos. Estes diferenciais estão relacionados às atitudes que uma pessoa toma como parte de sua rotina semanal. E isto não tem nada a ver com personalidade, origens ou há quanto tempo ela é cristã. Ao contrário disso, líderes de células bem sucedidos incorporam certos hábitos à sua rotina diária. Você pode juntar-se a eles.
 
1. VIDA DEVOCIONAL CONSISTENTE
 
“Eu quase não pude acreditar que o presidente dos Estados Unidos gostaria de encontrar-se comigo! Certamente, você pode imaginar que eu me preparei para este encontro especial. Senti-me honrado. Cheguei na Casa Branca horas antes para estar pronto na hora do encontro. Que honra estar na presença do Presidente da República!”
 
O relato acima ilustra os sentimentos em relação a um encontro importante. Eu nunca me encontrei com o Presidente, mas alguém infinitamente maior deseja encontrar e conversar comigo todos os dias - Jesus Cristo.  Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. A vida de um líder de célula bem sucedido começa e termina com Deus. Só Deus pode nos dar sucesso. Minha observação de líderes de célula, mostrou claramente que o tempo despendido com Deus é o princípio mais importante por trás de um líder de célula bem sucedido. Um líder cheio do poder e do amor de Jesus Cristo sabe como ministrar a um membro de grupo magoado, com lidar com o falante ou como esperar para responder a uma pergunta.
 
Por que, então, os líderes de células não priorizam este tempo apropriadamente? Há, pelo menos, três obstáculos:
 
a. Sonolência
 
O primeiro e mais importante é a sonolência. Nós todos temos lutado contra a sonolência durante nossos devocionais. Nunca me esquecerei do conselho de David Choo sobre os devocionais da madrugada: “Saia da cama!” Na cama, uma oração profunda pode facilmente tornar-se um sono profundo! Ao invés disso, levante-se, lave seu rosto, tome café ou faça algum exercício, se necessário. Deixe o sangue correr.
 
b. Nossa mente
 
Outro impedimento é nossa mente. Eu tenho me aproximado do trono de Deus apenas por lutar contra meus pensamentos — o que aquela pessoa pensou de meus comentários na noite anterior, ou quando eu tenho que lavar o carro. “Seus pensamentos, Senhor, não os meus” é a batalha nos devocionais. Peça a ele que tome posse de seus pensamentos no “quarto de escuta”.
 
c. Falta de Tempo
 
Falta de tempo é outro problema. Deixe a mentalidade do fast-food para o McDonald’s. Para que seja possível beber o máximo do Divino, você deve empregar tempo em meditações profundas. Como diz o salmista, as profundezas chamam às profundezas (Salmo 42:7). Não deixe seu tempo devocional se não tiver sido tocado por Deus, se não tiver sentido o ardor de Sua glória. É necessário um longo tempo para o Trono de Deus. Uma ou duas visitas não serão suficientes.
 
2. VIDA FAMILIAR EQUILIBRADA
 
Tudo cheirava a sucesso. As células estavam multiplicando. A igreja estava crescendo e experimentando a salvação e a cura. Mas como membros falaram, era evidente que muitos líderes de células estavam sofrendo em suas vidas pessoais. Estavam ocupados todas as noites da semana. Um pastor disse certa vez: “Não é uma contradição ser bem sucedido como ministro da célula, mas falhar com a família?” Claro que é! Na vida de um líder de célula bem sucedido, a família tem primazia. Deus deseja maximizar nosso trabalho como líderes de célula, mas não às custas da vida de nossa família. 
 
O ministério da célula é um assunto da família e isso significa aproximar a sua família . O melhor é colocar sua família dentro do ministério da célula. Por exemplo, seu adolescente pode dirigir a célula das crianças ou dirigir o louvor. Suas crianças podem dirigir o quebra-gelo. Minha esposa, Celyce e eu, ministramos juntos, como um time, em nossa célula. Ela prepara o quebra-gelo e a confraternização. Eu preparo o louvor e a lição. Quando ela está liderando o grupo, eu cuido de nossas crianças de 2 anos de idade. De mesma maneira, ela faz este trabalho quando eu estou ministrando.
 
Depois dos encontros da célula, nós conversamos e analisamos o trabalho. Certa vez Celyce me disse: “Joel, você deve ser mais gentil com Inez. Eu sei que ela fala muito, mas você deveria ter lidado melhor com a situação” . “Não queria ter ouvido isso”, eu pensei. Mas era o que eu precisava ouvir. Nossa intimidade cresce conforme nós pastoreamos o grupo juntos e, abertamente, discutimos os detalhes de cada encontro, compartilhando as observações e aprendendo juntos. Este retorno sincero também nos ajuda a amadurecermos como líderes de célula. 
 
3. DESENVOLVIMENTO DE LIDERANÇA
 
George Whitefield e John Wesley foram contemporâneos no século XVII na Inglaterra. Ambos dedicaram suas vidas ao trabalho do Senhor em um pequeno grupo na Universidade de Oxford. Ambos eram excelentes em pregações ao ar livre. Eles testemunharam milhares de conversões como fruto de seu ministério. John Wesley deixou prá trás uma igreja com 100.000 membros enquanto que George Whitefield não pôde nunca apontar um único fruto concreto de seu trabalho, até o fim do seu ministério. Por que? Wesley dedicou-se ao treinamento de líderes de pequenos grupos, enquanto que Whitefield manteve-se ocupado demais pregando e ministrando. 
Sim, é excitante liderar um grupo de célula. Mas, como será seu grupo quando você o deixar nas mãos de seu atual auxiliar? Ele continuará a existir ou terminará? Você olhará para trás, para sua liderança, com alegria quando rever os grupos que você deixou prá trás, ou você ficará imaginando porquê tanto esforço resultou em tão pouco?
 
Todos nós somos vítimas da tirania da urgência. A lição da célula precisa ser perfeitamente adequada, alguém precisa fazer a confraternização, alguém precisa de uma carona, e isso, e aquilo, e aquilo... a lista é interminável. Os líderes de célula podem ser oprimidos por louvores, quebra-gelos, telefonemas, visitas, etc. Tudo demanda atenção imediata. Quais são as prioridades? Um líder de célula pode julgar: “Isto eu farei, aquilo, não!”? Sim. Líderes bem sucedidos analisam a urgência das necessidades da célula atual em função da importância que isto terá para as células filhas. Devido a isso, eles dão seu tempo prioritário treinando novos líderes. Essa priorização em levantar liderança, direciona os líderes atuais a empregarem tempo qualitativo com líderes em potencial. Como conseqüência, membros comuns de célula tornam-se líderes visionários. 
 
O sucesso da liderança de uma célula é claro: quantos líderes têm sido destacados, treinados e iniciado um trabalho? O levantamento de futuros líderes é o estilo de vida bíblico: Moisés tutorou Josué e Elias treinou Eliseu. Os apóstolos foram recrutados e treinados por Jesus. Barnabé discipulou Paulo que, por sua vez, desenvolveu Timóteo. O Senhor tem trazido futuros líderes ao seu grupo. Você os está desenvolvendo? 
 
4. CONVIDANDO PESSOAS
 
A maneira de levantar os futuros líderes de seu grupo é convidando pessoas para a reunião e continuar sempre convidando. A maioria dos líderes de célula ouvem as promessas bem intencionadas daqueles que falharam em continuar. “Steve prometeu vir”. “Eu me preparei para receber quatro pessoas que não vieram”. Você já ouviu estes comentários antes? Você mesmo já chegou a fazê-los alguma vez? Bem-vindo à liderança da célula! 
 
Líderes experientes entendem que devem convidar pessoalmente 25 pessoas para 15 dizerem que virão. Destes 15, entre 8 a 10 pessoas realmente aparecerão. Destes, 5 ou 7 freqüentarão regularmente após uma semana ou mais. Não permita que a rejeição o desencoraje. Líderes bem sucedidos não dependem de dois ou três comprometimentos verbais. Eles convidam pessoas novas constantemente. 
 
Um grupo no Bethany World Prayer Center encontrava-se fielmente todas as semanas, mas experimentavam pouco crescimento. Um dos membros tinha freqüentado anteriormente um grupo que havia se multiplicado. Após analisar ambos os grupos, ele disse: “Na outra célula, nós tínhamos um fluxo constante de visitantes.”
 
Outra célula estava comemorando o nascimento de um novo grupo. O líder testemunhou que o grupo passou por um período difícil. Com apenas seis pessoas, o grupo fez “tudo certo” para ganhar não-cristãos e receber visitantes, mas poucos visitaram e menos pessoas ainda permaneceram. Mesmo assim, eles permaneceram tentando e orando e convidando até que eles se separaram. Vários visitantes começaram a freqüentar e convidaram seus amigos. Por esta célula ter resistido ao desencorajamento a multiplicação aconteceu.
 
Líder: você deve responsabilizar-se, pessoalmente, pelo convite de novas pessoas. A composição certa de pessoas para o seu grupo está bem diante de seus olhos. Sangue novo na célula lhe traz vida nova. Novatos revigoram o grupo com sua presença. Continue convidando e não desista. 
 
5. VISITAÇÃO
 
Luis Salas tem um grande mapa, bem manuseado, pendurado na entrada de seu apartamento em Bogotá. Este “mapa de guerra” está repleto de nomes de membros de célula em potencial. “Eu estou sempre sonhando e orando sobre novas pessoas para convidar para a célula,” ele disse. “Todos os dias eu me lembro deles e, às vezes, faço um contato pessoal com eles.”
 
Em apenas 18 meses, Luis multiplicou sua célula original 250 vezes porque ele está sempre procurando por membros em potencial. Mais importante do que isso, ele dá continuidade ao trabalho depois de sua visita. Alguns deles tornam-se membros e até líderes. 
 
Se você deseja que sua célula cresça e se multiplique, uma chave fundamental para o evangelismo eficaz é o contato imediato com os visitantes. Quando alguém novo vier para o grupo, agende uma visita logo em seguida, envie um cartão ou pegue o telefone e faça uma ligação. O ditado é verdadeiro: “As pessoas não se importam com o quanto você sabe, até que elas saibam o quanto você se importa”.
 
6. EVANGELISMO NATURAL
 
Os membros novos sentem-se livres para compartilhar quando percebem uma atmosfera de aceitação e de amor no grupo. A “atmosfera do grupo” é a forma mais eficaz de expor a verdade do evangelho a não-cristãos. 
 
Durante um encontro da célula, o líder René Naranjo, no Equador, começou uma lição sobre como Jesus purificou o templo (João 2). A discussão transcorreu desde o templo judaico até nossos corpos como templos de Deus e a célula como templo de Deus, hoje. René guiou a discussão quando necessário, mas a conversação fluiu naturalmente e ordenadamente. Um casal falou pouco, mas foram convidados a expressar seus pensamentos. Este casal não tinha um relacionamento pessoal com Jesus Cristo e ninguém os tinha confrontado com as Boas Novas do evangelho, até então. Eles sentiram-se à vontade para expressar seus pensamentos. René encerrou a célula dizendo que, se alguém quisesse receber Jesus Cristo, fizesse uma simples oração com ele e viesse até ele após o término da reunião. 
 
Nos últimos seis meses, René implantou três células filhas. Ele, pessoalmente, supervisiona estas células e discipula os líderes. Na sua célula, os não-cristãos sentem-se confortáveis para expressar suas opiniões e ele, gentilmente, lhes aponta o Salvador. 
 
Você deseja atrair não-cristãos ao seu grupo? O evangelismo na célula não tem uma abordagem programática e limitada. Antes, é um processo pessoal de compartilhar as Boas Novas sobre o perdão dos pecados e a nova vida em Jesus. Devido à atmosfera de intimidade e cuidado dos pequenos grupos, o evangelismo acontece naturalmente. 
 
A PARÁBOLA DOS TRÊS JARDINEIROS
 
Um homem tinha um lindo jardim que lhe rendia bons alimentos em abundância. Seu vizinho, observando isso, plantou seu próprio jardim na primavera, mas não fez nada com ele: não aguou, não cultivou ou adubou a terra. No outono, seu jardim estava devastado, cheio de ervas daninhas e não tinha produzido fruta alguma. Inicialmente, ele concluiu que jardinagem não funcionava. Depois de refletir um pouco mais, ele achou que o problema era o solo ruim ou sua falta de “jeito” para lidar com a terra. Enquanto isso, um terceiro vizinho começou um jardim. Apesar deste jardim não ter frutificado logo no início com o primeiro, ele trabalhou duro e continuou aprendendo. Pondo em prática novas idéias, ano após ano, sua colheita era cada vez mais abundante. 
 
A verdade desta parábola é óbvia. Eu viajei o mundo inteiro para descobrir o segredo do crescimento de pequenos grupos e os mesmos princípios fizeram diferença no crescimento e na estagnação de células. Oração, trabalho duro, a aplicação rígida de princípios comprovados não é tudo na experiência de líderes bem sucedidos. As reflexões feitas aqui, funcionarão se você estiver disposto a pagar o preço. A adoção destes hábitos requer tempo e esforços. 
 
Líderes bem sucedidos empregam tempo buscando a face de Deus e são dependentes Dele para darem a direção ao seu grupo. Primeiramente, eles se preparam e então voltam sua atenção à lição. Eles oram diligentemente por seus membros, como também por contatos com não-cristãos. Mas tais líderes não oram apenas. Eles descem do topo da montanha e interagem com pessoas reais, cheias de problemas e dor. Eles pastoreiam os membros de sua célula e os visitam regularmente. Eles convidam novas pessoas, visitam os recém-chegados e evangelizam naturalmente em seus pequenos grupos. Desenvolvendo esses hábitos, qualquer líder de célula pode conduzir seu grupo ao crescimento e à multiplicação. Isso está no coração de Deus e é Sua Grande Comissão. Como você está? 
 
COMO VOCÊ ESTÁ?
 
DESCUBRA SEUS PONTOS FORTES E FRACOS NA LIDERANÇA. RESPONDA A ESSAS QUASTÕES INDIVIDUALMENTE, EM UM ENCONTRO COM SEU SUPERVISOR DE ÁREA, PASTOR OU AUXILIAR. ATENÇÃO: NÃO HÁ LÍDERES OU AUXILIARES PERFEITOS. OLHE PARA SEU MINISTÉRIO HONESTAMENTE E SEM MEDO. ISSO LHE ABRIRÁ PORTAS PARA CRESCIMENTO E PARA QUE O ESPÍRITO SANTO AJA ATRAVÉS DE VOCÊ. 
 
VIDA DEVOCIONAL
 
• Como você descreveria o tempo empregado com Deus durante a última semana?
• Você tem um tempo reservado para um encontro diário com Ele?
• O que você pensa sobre o jejum por sua célula?
• Você ora diariamente pelos membros de sua célula?
• Quando foi a última vez que Deus lhe mostrou como ministrar especificamente para um dos membros de sua célula?
 
VIDA FAMILIAR
 
• Quando foi a última vez que você passou uma noite sozinho com sua esposa?
• Você já perguntou à sua esposa e aos seus filhos o que eles acham da célula? O que eles disseram? 
• Como você envolve sua família no ministério da célula?
 
DESENVOLVIMENTO DE LIDERANÇA
 
• Você tem líderes auxiliares?
• Como você emprega seu tempo com seus auxiliares?
• Qual foi a última habilidade que você os ajudou a desenvolver?
• Qual foi a última responsabilidade ministerial que você delegou a eles?
• Quem são os próximos auxiliares de seu grupo?
 
CONVIDANDO PESSOAS
 
• Quantos visitantes você teve em sua célula nos últimos três meses?
• Quem foi a última pessoa que você convidou para a reunião?
• Você mantém reuniões que não-cristãos podem freqüentar e conhecer os membros de seu grupo melhor?
• Você ora regularmente para que seus amigos não-cristãos abram seus corações para Jesus? 
 
VISITAÇÃO
 
• Quantas visitas telefônica (ligações) você faz para seus membros e membros em potencial por semana?
• Quando foi a última vez que você foi na casa de algum deles?
• Como você constrói relacionamentos com membros em potencial?
• Que nota você daria para a eficácia de seu grupo no acompanhamento a visitantes e a novos convertidos? (1-10)
 
EVANGELISMO NATURAL
 
• Quando foi a última vez que um não-cristão veio à sua reunião?
• Com que freqüência você ora pelos perdidos nas reuniões de célula?
• Quantas pessoas de seu grupo pensam que alcançar os perdidos é a maior prioridade?
• Qual, se houver, é a maior barreira para o crescimento de sua célula?
• O que você pensa sobre a multiplicação de seu grupo?
 
ASSUNTOS GERAIS
 
• Qual é a sua parte preferida do ministério com células?
• O que você menos gosta?
• Cite um ponto que você gostaria que fosse diferente no ministério com células?
• Que nota você daria para a supervisão e o cuidado pastoral que você recebe? (1-10)
• Que nota você daria ao treinamento que você tem recebido?
• Você tem um bom entendimento da visão do ministério em células em sua igreja?
 
Fonte: INSEJEC São Paulo

domingo, 15 de março de 2009

Os 12 Apóstolos

Jesus e a Escolha

“Não foram vocês que me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça afim de que o pai lhes conceda tudo o que pedirem em meu nome”. Jo 15:16 NVI

Do grego: apostello = “enviado”.

Jesus escolheu alguns de seus discípulos para serem mestres de seu evangelho, ele os revestiu de autoridade, afim de que realizassem as obras que Ele lhes ensinou. Os chamou, treinou e enviou para fazerem discípulos de todas as nações. Este chamado incluiu a pregação do Evangelho, o ministério da Palavra, a libertação de cativos, a operação de curas e milagres, a libertação de espíritos demoníacos, e por fim, a libertação da força do pecado, recebendo o batismo das águas e do Espírito.

Eles testemunharam os feitos de Jesus, e gravaram seus ensinamentos, para então, transmitir a todos nós, discípulos da nova aliança.

O Objetivo dos Apóstolos

A mensagem dos apóstolos era o Evangelho ou Boas Novas. Eles levavam a notícia da crucificação e da ressurreição de Jesus a todos os seus ouvintes e discípulos. Eles eram apontados, algumas vezes, como anjos ou profetas, tinham o cargo de líderes na comunidade dos crentes. Com esta capacidade eram também conhecidos como pastores, pois zelavam pelas suas ovelhas, o que ainda é simbolizado pelo cajado.

História

Os Apóstolos originais viajaram de Jerusalém à Galiléia, pois Jesus havia pregado na maioria dos distritos da Palestina, e muitos de seus ouvintes se tornaram discípulos. Depois disto muitos apóstolos seguiram rumo a outras sinagogas para transmitir a mensagem divina de Jesus a todos em Israel e aos gentios que tinham temor ao Senhor e que freqüentavam o Sabat e cultuavam o Deus único de Israel.

Eles escolhiam, em todas as comunidades, alguns para assumirem o papel de líderes de congregações que se formavam. Estes eram Bispos ou Presbíteros investidos da mesma mensagem e revestidos da mesma autoridade.

O Porquê de serem 12

O número 12 é o número de governo de Deus.

Quando os hebreus migraram do Egito para Canaã, a Terra Prometida, estavam divididos em 12 tribos estabelecidas por Javé.

Depois do suicídio de Judas, o grupo dos apóstolos passa a ficar com 11. Para que todos fossem cheios do Espírito Santo como Jesus lhes predisse (Atos 1: 4-8), era preciso que o número estivesse completo. Daí a escolha entre José Barsabás e Matias. A sorte caiu sobre Matias (Atos 1: 26) e após sua investidura e consagração apostólica, a promessa do Petencostes foi cumprida (Atos 2: 1-4).

Em Apocalipse 21:12, lemos: “Ela (Jerusalém) está cercada por grossa muralha, com 12 portas. Sobre as portas há 12 anjos. Cada porta tem um nome escrito: o nome das 12 tribos de Israel.”

Os 12 discípulos/ apóstolos de Jesus

Pedro - de Cana a Pedra

“Tu és Simão, filho de João, serás chamado Cefas (que traduzido significa Pedro).” Jo 1:42b

Chamava-se Simão, era filho de Jonas e Maria, e seu irmão mais novo era André. Tinha uma mulher e uma filha (segundo a tradição). Nascido em Betsaida, na região de Cafarnaum.

O primeiro encontro com Jesus é relatado de três maneiras na Bíblia. Em Marcos, ele trabalhava com seu irmão quando os dois foram chamados, logo depois o convite foi feito a Tiago e João (Mc 1: 16-17). Em Mateus e Lucas, pescava um às margens do mar da Galiléia ou lago de Genesaré juntamente com o irmão e os dois amigos quando Jesus o chamou, após a pesca milagrosa (Mt 4:18 a 20 e Lc 5: 1 a 11). Já o evangelista João descreve que primeiro João Batista teria encaminhado seus dois discípulos André e Felipe a Jesus, perto do rio Jordão. Só depois disso é que André levaria Pedro a conhecer Jesus (Jo 1: 35 a 42).

Daí por diante passou a seguir o Mestre (Rabi) como o chamava sempre. Pedro viveu intensamente sua personalidade de extremos. Protagonizou gestos de covardia como de extrema valentia. Algumas vezes falou mal, outras vezes era só elogios. Petulante, disse que não abandonaria o Senhor mesmo que todos o fizessem, mas o negou três vezes.     

Porém, o “Mestre” o amava demais, e após sua morte e ressurreição o procurou pessoalmente para perdoá-lo e reinvesti-lo como um dos 12. Pedro possuía uma fé intensa, mas às vezes se mostrava fraco, incrédulo e até mesmo um covarde. Presenciou a transfiguração, mas não apareceu no Calvário. Jesus o incumbiu de confirmar os irmãos na fé (Lc 22: 32) e o enviou a apascentar suas ovelhas (Jo 21: 15 -17).

Fortalecido pelo Espírito Santo no dia de Pentecostes, se pôs a pregar o Evangelho aos judeus e gentios. Presidiu a eleição de Matias, escolhido para suceder a Judas, bem como o Concílio de Jerusalém, depois do qual se dispersaram os apóstolos, a fim de, seguindo a determinação do Mestre, irem pregar o Evangelho a toda criatura, fazendo discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28:18-20).     Levado perante o Sanedrim (Supremo Conselho dos Judeus), afirmou sua fé em Cristo. Foi preso por ordem do rei Agripa I, encaminhado a Roma durante o reinado de Nero, onde fundou e presidiu à comunidade cristã, vindo a ser crucificado de cabeça para baixo, como mártir em 67 d.C.

A pregação de Pedro é à base do Evangelho Canônico de Marcos, que representa a maior influência na produção dos outros evangelhos sinóticos, os de Mateus e Lucas. Pedro fundou as linhas apostólicas de Antioquia e Síria (as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos) que sobrevivem em várias ortodoxias sírias.

Principais características:

 

  1. Impulsivo – Mt 14:28 e 17:4
  2. Compassivo e afetuoso – Mt 26:75 e Jo 13:9
  3. Contraditório e presunçoso – Mt 16:22 e Jo 13:8 e 18:10
  4. Tímido e covarde – Mt 14:30; 26:69 a 72
  5. Abnegado – Mc 1:18
  6. Inclinado ao egoísmo – Mt 19:27
  7. Dotado de Visão espiritual – Jo 6:68

Depois do batismo no Espírito Santo, ele se converteu numa rocha cumprindo a profecia de Cristo (Mt 16:18; Jo 1:42; At 1:8). Tornou-se corajoso e inabalável: At 4:19 e 20; At 5: 28-29; 40-42.      

André – o mensageiro

             Referências gerais na Bíblia: Mt 4:18; Mc 1:29; 13:3; Jo 1:40; 6:8; 12:22 e At 1:13. 

Filho de Jonas e Maria era irmão de Pedro, também um pescador. Antes de conhecer o Mestre, era discípulo de João Batista.

            Natural de Betsaida, na Galiléia, foi o discípulo que ao ouvir João Batista dizer “eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, decide seguir a Jesus e perguntar onde estava hospedado (Jo 1: 38 - 40).    

Após a dispersão dos Apóstolos, evangelizou na Ásia Menor, na Capadócia e possivelmente na Rússia.

É sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, João e Tiago, sendo seu nome mencionado explicitamente três vezes: por ocasião do discurso escatológico de Jesus (Mc 13:3), na primeira multiplicação dos pães e dos peixes (Jo 6:8) e quando, juntamente com Filipe, apresentou a Jesus alguns gentios (Jo 12:22). Também pescador em Cafarnaum, foi o primeiro junto com Pedro a receber de Cristo o título de “Pescador de Homens” e tornou-se o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre. Desde aquele momento os dois irmãos tornaram-se discípulos de Cristo e deixaram tudo para seguir a Jesus.

No começo da vida pública do Senhor ocuparam a mesma casa em Cafarnaum. Segundo as Escrituras esteve sempre próximo a Jesus durante sua vida pública. Estava presente na última ceia, viu o Senhor Ressuscitado, testemunhou a Ascensão, recebeu dons no Pentecostes e ajudou, entre grandes ameaças e perseguições, a estabelecer a fé na Palestina, passando provavelmente por Cítia, Épiro, Acaia e Hélade. Para Nicéforo ele pregou na Capadócia, Galácia e Bitínia, e esteve em Bizâncio, onde determinou a fundação da Igreja local e, segundo a tradição, apontou Eustáquio como primeiro bispo. Finalmente esteve na Trácia, Macedônia, Tessália e Acaia.            Também segundo a tradição foi crucificado em Patros da Acaia, cidade na qual havia sido eleito bispo, durante o reinado de Trajano, por ordem do procônsul romano Egéias que era pagão e se sentia ameaçado pela série de conversões a Cristo que eram realizadas através de André.  Aegeates que era page Patras l42 e cha cumprimndovite foi feito a Tiago e Jonane 

Foi crucificado atado, não pregado, a uma cruz em forma de X, que ficou conhecida como a cruz de Santo André, ainda que a evidência disso não seja anterior ao século catorze. 

João – o discípulo amado

 “Eles ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução. Reconheceram que eram discípulos de Jesus”. (At 4:13)   

Um dos 12 apóstolos de Cristo e nascido em Batsaida, na Galiléia, autor do quarto evangelho, três epístolas e o Apocalipse e conhecido como o discípulo que Jesus amava foi o único apóstolo que acompanhou Cristo até a morte na cruz, ao lado de Maria, ocasião em que lhe foi confiada a tarefa de cuidar da mãe de Jesus.

Pescador e filho do também pescador Zebedeu e de Salomé, uma das mulheres que auxiliavam os discípulos de Jesus, juntamente com o irmão mais velho, Tiago o Maior, foi convidado a seguir Jesus, logo depois de Pedro e André.

Um dos mais jovens apóstolos de Cristo, ele e seu irmão, juntamente com Pedro e André, foram os discípulos privilegiados e participaram do círculo mais íntimo de Jesus. Presenciaram a ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração de Jesus na montanha e sua angústia no Getsêmani. Os dois foram os únicos apóstolos que ousaram pedir a Cristo que lhes fosse dado sentar um à direita, outro à esquerda. Da resposta de Jesus "vocês beberão do cálice que estou bebendo e serão batizados com o batismo com que estou sendo batizado" (Mc 10:39b) deriva a suposição de que os dois se distinguiriam dos demais pelo martírio.

Esteve em Jerusalém e depois por ocasião do Concílio dos Apóstolos, que se realizou em Antioquia. Após as perseguições sofridas em Jerusalém, transferiu-se com Pedro para a Samaria, onde desenvolveu uma intensa evangelização (At 8:14-15). Mudou-se para Éfeso, onde viveu o resto de sua vida, morreu e foi sepultado. A partir dessa cidade, dirigiu muitas Igrejas da província da Ásia e também ali escreveu o quarto Evangelho, o último dos Evangelhos canônicos, e as epístolas, três cartas aos cristãos em geral. De acordo com o livro de Atos, quando acompanhou Pedro na consolidação dos Samaritanos, com ele foi convencido por Paulo a desistir da imposição de práticas judaicas aos cristãos gentios. Durante o governo de Domiciano, foi exilado na ilha de Patmos, no mar Egeu, onde escreveu o Livro do Apocalipse ou Revelação, onde narrou as suas visões recebidas de Cristo e descreveu mistérios, predizendo as tribulações da Igreja e o seu triunfo final.

O seu evangelho difere dos outros três que são chamados sinóticos ou semelhantes, pois a sua narrativa enfoca mais o aspecto espiritual de Jesus, ou seja, a vida e a obra do Mestre com base no mistério da encarnação: o verbo que se fez carne e veio dar a vida aos homens.

 Mateus – de publicano a evangelista

 “Por que vocês comem com cobradores de impostos e pecadores? Jesus Respondeu: Eu não vim para chamar justos, mas pecadores ao arrependimento.” Lc 5:32.   

 Apóstolo de Cristo escritor do primeiro dos três evangelhos sinóticos (os outros são os de Marcos e Lucas). Em hebraico seu nome é o mesmo que Matias ou Matatias, significando “presente (mathath) de Javé (Iah)” ou “dom de Deus”. Embora não fizesse parte do circulo mais íntimo de Jesus, Mateus marcou por imprimir seu nome no primeiro dos quatro evangelhos da Bíblia. 

De acordo com o seu próprio Evangelho (9:9-13), seu nome original era Levi, filho de Alfeu, e foi chamado por Jesus junto ao mar da Galiléia, em Cafarnaum, quando trabalhava como publicano a serviço de Herodes Antipas. Era publicano, ou seja, cobrador de impostos, justamente a classe muito odiada na época de Jesus, por cobrarem impostos dos judeus para serem entregues às autoridade romanas. Após aceitar o convite de Jesus para segui-lo, Mateus oferece um grande banquete para um bom número de pessoas (Lc 5: 27-30), o que mostra que era um homem abastado e que diferentemente do jovem rico (Mc 10: 17-22), não se apegou as riquezas e seguiu Jesus.  Apesar de sua profissão anterior de coletor de impostos, foi Judas Iscariotes, porém, que teve o encargo de tesoureiro dos apóstolos. Embora conste da relação dos apóstolos, geralmente ao lado de Tomé, o Novo Testamento oferece informação escassa e incerta sobre ele.

Da sua atividade após o Pentecostes, conhecem-se somente as admiráveis páginas do seu evangelho, primitivamente redigido em aramaico. Denominado de primeiro evangelho, nele há mais ênfase ao aspecto humano e genealógico de Jesus. Também não se conhecem versões conclusivas sobre sua morte, embora fontes menos críveis, referenciam narrações dos sofrimentos e do seu martírio: apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia.

        Tiago, filho de Zebedeu – o primeiro mártir

             “Por aquele tempo, mandou o rei Herodes prender alguns da igreja para maltratá-los, fazendo passar a fio de espada a Tiago, irmão de João.”

At 12: 1- 2 

Apóstolo de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galiléia. Era casado, tinha quatro filhos, e vivia próximo dos seus pais, nos arredores de Cafarnaum, em Betsaida. Escolhido para ser um dos Doze apóstolos de Cristo, ele e seu irmão João, juntamente com Pedro e André, foram os discípulos privilegiados e participaram do círculo mais íntimo junto a Jesus.

É sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, André e seu irmão mais novo João. Também pescador e filho de Zebedeu e de Salomé, estava com o irmão nas margens do lago Genesaré, quando Jesus os chamou. Testemunhou a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5:37), a transfiguração (Mc 9:2-13) e a agonia de Jesus no Getsêmani (Mc 14:32).

Tiago, filho de Zebedeu é quase sempre mencionado ao lado de João. Os dois, juntamente com Pedro, teriam sido os discípulos mais próximos de Jesus. Embora estivessem sempre perto do Senhor, seu gênio forte, às vezes, se sobressaia. Num dado momento, um povoado samaritano se recusa a receber Jesus e os discípulos. Tiago e João sugerem: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para acabar com eles?” (Lc 9: 54). Jesus lhes ensina uma grande lição: “vocês não sabem de que espécie de espírito vocês são, pois o Filho do Homem não veio para destruir vida dos homens, mas para salvá-los.” (Lc 9:55).  

Conta-se também que após a morte de Jesus, permaneceu em Jerusalém, junto a Pedro, sendo executado por ordem do rei Herodes Agripa (At 12:2), depois da execução de Estevão em 35 d.C, diácono grego e exaltado pregador cristão e personagem de grande importância na história do apóstolo Paulo. Foi, portanto, o primeiro mártir entre os apóstolos de Cristo.

Filipe, o curioso

 “Disse Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta. Disse Jesus: você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês depois de tanto tempo? Quem me vê, vê o pai. Como você pode dizer: mostra-nos o pai?” (Jo 14: 8-9).

 Filipe foi o quinto apóstolo escolhido, tendo sido chamado quando Jesus e os seus quatro primeiros apóstolos estavam no caminho de volta, vindos do local em que João batizava no Jordão, para Caná da Galiléia. Já que vivia em Betsaida, Filipe conhecia Jesus há algum tempo, mas não lhe tinha ocorrido que Jesus era realmente um grande homem, até aquele dia no Vale do Jordão em que ele disse: “Siga-me”. Filipe foi também, de certo modo, influenciado pelo fato de André, Pedro, Tiago e João haverem aceitado Jesus como o Salvador.

Filipe estava com vinte e sete anos quando se juntou aos apóstolos; ele havia se casado recentemente, mas não tinha filhos até então. O apelido que os apóstolos deram a ele significava “curiosidade”. Filipe estava sempre querendo que tudo se lhe fosse mostrado. Ele nunca parecia ver longe, diante de qualquer questão. Ele não era necessariamente obtuso, mas faltava-lhe imaginação. Essa falta de imaginação era a grande fraqueza do seu caráter. No evangelho de João vemos a seguinte passagem quando Jesus lhes manda dar de comer a uma multidão: “Filipe lhe respondeu: Duzentos denários não comprariam pão suficiente para que cada um recebesse um pedaço.” (Jo 6:7). Jesus fez aquilo para testá-los e Filipe não passou nesse teste.

Quando os apóstolos estavam organizados para o serviço, Filipe foi feito intendente; o seu dever era zelar para que nunca lhes faltassem suprimentos. E ele cuidou bem do almoxarifado. A sua característica mais forte era a minuciosidade metódica; era tanto matemático quanto sistemático.

Filipe vinha de uma família de sete filhos, três meninos e quatro meninas. Ele era o segundo, e depois da ressurreição ele batizou a sua família inteira no Reino. Toda a família de Filipe era de pescadores. O seu pai era um homem muito capaz, um pensador profundo, mas a sua mãe era de uma família bastante medíocre.

Filipe não era um homem de quem se podia esperar que fizesse grandes coisas, mas ele era um homem que podia fazer coisas pequenas de um modo grande, fazia-as bem e aceitavelmente. Apenas umas poucas vezes, em quatro anos, ele deixou de ter comida à mão para satisfazer as necessidades de todos. Mesmo as muitas demandas de emergência que resultavam da vida que viviam, raramente o pegaram desprevenido. O serviço de intendência da família dos apóstolos foi administrado inteligente e eficientemente.

Filipe teve um papel importantíssimo entre os apóstolos: o de levar o Evangelho para além dos judeus. Falava grego fluentemente e tinha contato freqüente com os pagãos, como os episódios narrados em Atos 8.

Segundo a tradição teria pregado ainda na região da Frigia, na Ásia Menor. Conta-se que Felipe foi condenado á morte por um líder romano por combater o culto à serpente, comum entre os habitantes daquela região. Teria sido crucificado de cabeça para baixo.      

 Bartolomeu ou Natanael, o honesto

 “Ao ver Natanael aproximando-se Jesus disse: aí está um verdadeiro israelita em quem não há falsidade.” (Jo 1: 47).

 Natanael, o sexto e último dos apóstolos escolhido pelo próprio Mestre, foi trazido a Jesus pelo seu amigo Filipe. Ele tinha sido associado de Filipe, em vários empreendimentos de negócios, e estava indo ver João Batista com Filipe, quando se encontraram com Jesus.

Quando Natanael juntou-se aos apóstolos, ele tinha vinte e cinco anos e era o segundo mais jovem do grupo. Era o mais jovem de uma família de sete irmãos, sendo solteiro e o único esteio de pais idosos e enfermos, vivia com eles em Caná; os seus irmãos e a irmã eram pessoas casadas ou falecidas, e nenhum deles vivia lá. Natanael e Judas Iscariotes eram os dois homens mais bem instruídos entre os doze. Natanael tinha chegado a pensar em estabelecer-se como mercador.

Jesus não deu, ele próprio, nenhum apelido a Natanael, mas os doze logo começaram a referir-se a ele em termos que significavam honestidade e sinceridade. Ele era “sem artifícios”. E essa era a sua grande virtude; ele era tanto honesto, quanto sincero.

A fraqueza do seu caráter era o seu orgulho; ele era muito orgulhoso da família, da cidade, da própria reputação e da nação; e tudo isso seria louvável, não fosse levado tão longe. Natanael, contudo, era inclinado a ir aos extremos nos seus preconceitos pessoais. Ele estava disposto a prejulgar os indivíduos de acordo com as suas opiniões pessoais. Ele não demorou a fazer a pergunta, mesmo pouco antes de conhecer Jesus: “Pode alguma coisa boa vir de Nazaré?” (Jo 1: 46). Entretanto, Natanael não era obstinado, mesmo no seu orgulho. Ele era rápido em reverter os próprios pensamentos, uma vez que olhasse no rosto de Jesus.

Sob muitos pontos de vista, Natanael era o gênio ímpar dos doze. Ele era o filósofo apostólico e o sonhador, mas era o tipo do sonhador prático. Alternava estações de profunda filosofia com períodos de um raro humor bufão; quando estava com o humor certo, Natanael era provavelmente o melhor contador de histórias entre os doze. Jesus gostava muito de escutar Natanael discorrer sobre as coisas, tanto as sérias quanto as frívolas. Natanael, aos poucos, foi levando Jesus e o Reino mais a sério, mas nunca encarou a si próprio com seriedade excessiva.

Natanael teria ido da Arábia à Pérsia, porém foi na Armênia onde o apóstolo melhor cumpriu sua missão de evangelizador.

Quando chegou à Armênia, encontrou uma nação inteiramente pagã, que adorava divindades gregas. Diz a tradição que o discípulo levou a fé cristã ao rei Polímio, sua esposa e mais doze cidades. Por causa disso foi condenado à morte pelos sacerdotes não cristãos da região. Conta-se que teria sido decapitado após terem tirado a sua pele. Outra versão de sua morte diz que foi apedrejado e depois crucificado.     

Tomé, chamado Dídimo

 “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não crerei.” Jo 20:25b 

 Tomé era o oitavo apóstolo, e foi escolhido por Filipe. Mais tarde ele tornou-se conhecido como “o incrédulo Tomé”, mas os seus companheiros apóstolos não o consideravam um incrédulo crônico. É bem verdade que a sua mente era do tipo lógico, cético, mas ele tinha uma forma de lealdade corajosa que proibia aos seus conhecidos mais próximos considerá-lo como um cético por leviandade.

Quando se juntou aos apóstolos Tomé estava com vinte e nove anos, era casado, e possuía quatro filhos. Anteriormente ele havia sido carpinteiro e pedreiro, mas ultimamente sendo pescador residia na Tariquéia, situada na margem oeste do Jordão, onde o rio flui do mar da Galiléia; e era considerado como o cidadão líder dessa pequena aldeia. Apesar da pouca instrução, possuía uma mente perspicaz e de bom raciocínio; era filho de pais excelentes, que viviam em Tiberíades. Possuidor da única mente de fato analítica dos doze, Tomé era realmente o cientista do grupo apostólico.

A vivência inicial de Tomé no lar havia sido pouco ditosa; os seus pais não eram de todo felizes na vida de casados, e isso teve reflexo na experiência adulta de Tomé. Ele cresceu com uma disposição, bastante desagradável, para a discussão. Até mesmo a sua esposa ficou contente quando o viu juntar-se aos apóstolos; ela sentiu-se aliviada com o pensamento de que o seu marido pessimista estaria longe de casa a maior parte do tempo. Tomé também nutria um vestígio de suspeita, que tornava muito difícil relacionar-se pacificamente com ele. Pedro havia ficado bastante perturbado por causa de Tomé, a princípio, queixando-se a André, seu irmão, do fato de que Tomé era “mesquinho, desagradável e sempre suspeitando de tudo”.

Entretanto, quanto mais os seus companheiros conheciam Tomé, mais gostavam dele. Descobriram que ele era estupendamente honesto e inflexivelmente leal. Era perfeitamente sincero e inquestionavelmente verdadeiro, mas tinha um pendor natural para encontrar erros em tudo e havia crescido como um pessimista de verdade. A sua mente analítica padecia de uma suspeita aflitiva. Ele estava rapidamente perdendo a fé no seu semelhante quando ele ligou-se aos doze e, assim, entrou em contato com o caráter nobre de Jesus. Essa associação com o Mestre começou imediatamente a transformar toda a disposição de Tomé, causando grandes mudanças nas suas reações mentais para com os seus semelhantes.

A grande força de Tomé era a sua excelente mente analítica, acompanhada por uma coragem inflexível – depois de ter tomado a sua decisão. A sua grande fraqueza era o seu duvidar suspeitoso, coisa que ele nunca venceu totalmente em toda a sua vida na carne.

Na organização dos doze, Tomé ficou encarregado de estabelecer e ordenar o itinerário; e ele foi um dirigente à altura do trabalho e dos movimentos do corpo apostólico. Era um bom executivo, um excelente homem de negócios, mas limitado pelos seus múltiplos humores; era um homem em um dia e no próximo já se tornava outro. Quando se uniu ao grupo. Tinha inclinação para a melancolia meditativa, mas o contato com Jesus e os apóstolos curaram-no amplamente dessa introspecção mórbida.

Jesus experimentava bastante satisfação com a companhia de Tomé e mantinha muitas e longas conversas pessoais com ele. A presença de Tomé, entre os apóstolos, foi um grande conforto para todos os céticos honestos e encorajou muitas mentes perturbadas a virem para o Reino, mesmo que não pudessem compreender completamente tudo sobre os aspectos espirituais e filosóficos dos ensinamentos de Jesus. A admissão de Tomé no grupo dos doze era uma proclamação permanente de que Jesus ama até mesmo àqueles que duvidam sinceramente.

Segundo a tradição, Tomé foi morto a golpes de machado, a mando do rei Mesdeu, da Índia, onde teria pregado e realizado muitos milagres. 

  Tiago e Judas, filhos de Alfeu

 Tiago e Judas, os filhos de Alfeu, os pescadores gêmeos que viviam perto de Queresa, foram o nono e o décimo apóstolos, tendo sido escolhidos por Tiago e João Zebedeu. Eles estavam com vinte e seis anos e eram casados; Tiago possuía três filhos e Judas dois.

Não há muito a ser dito sobre esses dois pescadores comuns. Eles amavam o seu Mestre e Jesus os amava, mas eles nunca interromperam os seus discursos com perguntas. Eles entendiam pouquíssimo sobre as discussões filosóficas e sobre os debates teológicos dos seus companheiros apóstolos, mas rejubilavam-se por se verem incluídos naquele grupo de homens poderosos. Esses dois homens eram quase idênticos na aparência pessoal, nas características mentais e no alcance da sua percepção espiritual. O que pode ser dito de um deve ser registrado sobre o outro.

André os designou para o trabalho de manter a ordem nas multidões. Eles eram os principais porteiros nas horas de pregação e, de fato, eram os servidores gerais e os mensageiros dos doze. Eles ajudavam a Filipe com os suprimentos, levavam o dinheiro às famílias cuidadas por Natanael, e estavam sempre prontos para dar uma mão e ajudar a qualquer dos apóstolos.

As multidões de gente comum ficavam muito encorajadas de ver dois homens exatamente como eles serem honrados com um lugar entre os apóstolos. Pela aceitação mesma deles como apóstolos, esses medíocres gêmeos representaram, eles próprios, o meio de trazer uma hoste de crentes medrosos para o Reino. E, também, o povo comum aceitava melhor a idéia de ser dirigido e conduzido por porteiros oficiais que eram bastante semelhantes a eles.

Tiago e Judas, que eram também chamados de Tadeu e Lebeu, não tinham nem pontos fortes nem pontos fracos. Os apelidos dados a eles pelos discípulos eram designações benevolentes para a mediocridade. Eles eram “os menores entre os apóstolos”; eles sabiam disso e sentiam-se bem com isso.

Tiago Alfeu amava especialmente a Jesus por causa da simplicidade do Mestre. Esses gêmeos não conseguiam compreender a mente de Jesus, mas eles captavam o laço de compaixão entre eles próprios e o coração do seu Mestre. As suas mentes não eram de uma qualidade elevada; eles poderiam até mesmo, com um certo respeito, ser chamados de estúpidos, mas tiveram, nas suas naturezas espirituais, uma experiência real. Eles acreditavam em Jesus; eram filhos de Deus e eram pessoas do Reino.

Simão, o zelote

 Simão zelote, o décimo primeiro apóstolo, foi indicado por Simão Pedro. Era um homem capaz, de bons ancestrais, e vivia com a sua família em Cafarnaum. Contava vinte e oito anos quando se uniu aos apóstolos. Ele era um agitador feérico e também um homem que falava muito sem pensar. Teria sido mercador em Cafarnaum antes de, supostamente, voltar toda a sua atenção para a organização patriótica dos zelotes.

Simão zelote, segundo relata a tradição, também teria o encargo das diversões e do descanso do grupo apostólico, e ele era um organizador muito eficiente das atividades de recreação dos doze.

Sua escolha foi surpreendente, pois ao que tudo indica, fazia parte do movimento de resistência dos zelotes, que defendia o uso da violência para expulsar os pagãos invasores da Judéia – uma postura que nada tinha em comum com a missão de Jesus. Segundo Flávio Josefo, havia quatro seitas entre os judeus na época de Cristo: os fariseus, os saduceus, os essênios e os zelotes – os mais radicais. Constituídos após o ano 4 a.C., eram ferozes guerrilheiros. Eles foram o que chamamos hoje de “fundamentalistas”. A participação de Simão no grupo dos zelotes não é certa. Além do epíteto que acompanha seu nome, a história e os relatos bíblicos nada trazem que possa comprovar essa afirmação.   

A força de Simão estava na sua inspirada lealdade. Quando os apóstolos encontravam um homem ou mulher debatendo-se de indecisão quanto à própria entrada no Reino, eles o mandavam para Simão. Não há relatos contundentes a respeito de sua morte

Judas Iscariotes – o traidor 

“...Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá... então, aquele discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor quem é? Respondeu Jesus: é aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado. Tomou pois, um pedaço de pão e, tendo-o molhado, deu- o a Judas, filho de Simão Iscariotes”.  Jo 13: 21,25 e 26. 

Judas Iscariotes, o décimo segundo apóstolo, foi escolhido por Natanael. Ele nasceu em Queriot, uma pequena aldeia no sul da Judéia. Quando era pequeno, os seus pais mudaram-se para Jericó, onde ele vivia e tinha sido empregado nos vários negócios das empresas do seu pai, até que se tornou interessado na pregação e na obra de João Batista. Os pais de Judas eram saduceus e, quando o filho deles juntou-se aos discípulos de João, eles o repudiaram.

Quando Natanael conheceu Judas na Tariquéia, este se encontrava à procura de um trabalho junto a uma empresa de secagem de peixe, na extremidade baixa do mar da Galiléia. Ele tinha trinta anos e não era casado quando se juntou aos apóstolos. Ele era provavelmente o mais instruído entre os doze e o único judeu na família apostólica do Mestre. Judas não tinha nenhum traço notável de força pessoal, embora tivesse muitos traços externos aparentes de cultura e de hábitos de educação.

Ele era um bom pensador, mas nem sempre um pensador verdadeiramente honesto. Judas realmente não entendia a si próprio; ele não era realmente sincero ao lidar consigo mesmo.

No início, Judas não tirava os olhos do mestre. Ao seu lado, o mundo, embora perigoso, se tornava um oásis. Mas, paulatinamente, foi voltando os olhos para dentro de si mesmo. Pensamentos negativos, dúvidas, questionamentos começaram a transitar pelo palco de sua mente. Infelizmente, ele os represou, nunca os expôs para Jesus.

À medida que as dúvidas pairavam na mente de Judas, a ansiedade cultivava ervas daninhas em sua alma. Os treinamentos de Jesus já não reeditavam, como nos demais discípulos, os mesmos efeitos. Judas queria que Jesus eliminasse todos os sofrimentos de Israel, o cárcere do Império Romano, mas Jesus afirmava que o Reino de Deus estava dentro do homem. O problema para Judas era político, para Jesus era espiritual. Judas não entendia isso. O problema para Jesus estava na essência do ser humano.

A decepção de Judas com Jesus criou o clima favorável para o cultivo de espinhos. O entusiasmo e a alegria do início deram lugar a preocupações e ansiedades. Um fato marcante é narrado em Jo 12: 4-8. Quando Maria, irmã de Lázaro derrama um vaso de nardo puro ungindo os pés de Jesus, Judas fica extremamente contrariado e contesta a atitude de Maria, afirmando que o perfume poderia ser vendido por 300 moedas de prata o dinheiro distribuído aos pobres. Jesus o repreende porque conhecia o coração e a intenção de ambos.

Ao condenar Maria, Judas pensava apenas em si mesmo, não nos pobres. Seu discurso traía seu coração. Mais tarde, entregaria Jesus por 30 moedas de prata. O preço da traição foi dez vezes menor que o valor do perfume de Maria. O homem que dividiu a História foi traído pelo preço de um escravo.

O maior erro de Judas não foi a traição, mas sua incapacidade de reconhecer suas próprias limitações, de aprender com Jesus que os maiores problemas do homem estão na caixa de segredos de sua personalidade.

Judas não se perdoou por trair Jesus. Tanto que não achou saída e ao invés de sincero arrependimento, sentiu remorso.

Há duas versões para seu suicídio. Mateus nos conta que ele se suicidou enforcando-se (Mt 27: 3 a 10). Em Atos 1:18, Lucas descreve que ao “precipitar-se, rompeu-se pelo meio e todas as suas entranhas se derramaram”. No entanto, segundo a Bíblia de Estudo Plenitude, parece não haver discordância entre os dois relatos. Depois que Judas se enforcou, seu corpo caiu quando a corda arrebentou ou quando foi cortada. Lucas descreve as conseqüências horripilantes do suicídio.  

Matias, o substituto

 E tendo lançado sortes, essa caiu sobre Matias, sendo-lhe então, votado lugar com os onze apóstolos.” At 1:26

Apóstolo de Cristo de quem menos se sabe entre todos os apóstolos e escolhido por eles, entre os demais discípulos de Jesus, para preencher a vaga no colégio apostólico deixada por Judas Iscariotes após seu suicídio. Teria sido então, um dos cerca de 70 discípulos enviados por Jesus a diversas cidades, consoante o relato evangélico e, assim, estava preparado para difundir o Evangelho. Tecnicamente ele foi o primeiro bispo ou recipiente da sucessão apostólica. Além disso, ele era um apóstolo original e testemunho da ressurreição. Estabeleceu o fundamento para o cristianismo egípcio e de acordo com seus ensinamentos, os filósofos cristãos do segundo século, Alexandria e os alexandrinos, Basilides e seu filho Isadore, estabeleceram a forma gnóstica de misticismo que é característica dessa interpretação. Foi um dos cinco apóstolos na Armênia sendo mais provável que ele, e não Mateus, quem tenha sido condenado e martirizado pelo Sanedrim judaico na Pérsia. Ele está ligado também à Etiópia, que pode ter sido uma parte da Macedônia ou Armênia, e teve fortes ligações com Filipe, Tomé e outros evangelistas dessa Etiópia. Contudo, as estórias que o conectam ao Norte da África e a visitas aos canibais podem apontar para a Etiópia Africana, citada por Filipe através das sobreviventes tradições dos Cristãos Cóptas e lá teria sido martirizado e decapitado. 

Por: Alan Rick Miranda – 12 do Pr. Agostinho Gonçalves Ribeiro – IBB/ Acre 

 Líder da Geração Leão da tribo de Judá